Mioma pode ser retirado por histeroscopia?
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Mioma pode ser retirado por histeroscopia?
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Atualizado em 15 de Outubro de 2023
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Revisão Médica
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Resposta Rápida
Sim. A histeroscopia cirúrgica é o tratamento padrão-ouro para a remoção de miomas submucosos (aqueles que crescem para dentro da cavidade uterina). É um procedimento minimamente invasivo, sem cortes externos, com recuperação rápida e que preserva a anatomia do útero.
Ilustração da miomectomia histeroscópica em mioma submucoso.
O que é um Mioma Submucoso?
Os miomas são tumores benignos que se desenvolvem no músculo do útero (miométrio). Eles são classificados de acordo com a sua localização. Os miomas submucosos são aqueles que se projetam para o interior da cavidade uterina, logo abaixo do endométrio (a camada que reveste o útero internamente).
Devido a essa localização, eles costumam causar sintomas mais pronunciados, como sangramento menstrual intenso (menorragia), cólicas fortes e podem interferir na fertilidade, dificultando a implantação do embrião.
A Miomectomia Histeroscópica
A miomectomia histeroscópica é a técnica cirúrgica utilizada para remover esses miomas submucosos. O procedimento é realizado através da vagina e do colo do útero, utilizando um instrumento chamado histeroscópio, que possui uma câmera na ponta.
Vantagens da Abordagem Histeroscópica
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Sem incisões abdominais: Não há cortes externos, o que reduz o risco de infecções e cicatrizes. -
Recuperação rápida: A maioria das pacientes recebe alta no mesmo dia e retorna às atividades normais em poucos dias. -
Preservação uterina: Ideal para mulheres que desejam manter a capacidade reprodutiva. -
Visualização direta: Permite ao cirurgião ver exatamente o que está sendo removido, com alta precisão.
Quando a histeroscopia NÃO é indicada?
Embora seja excelente para miomas submucosos, a histeroscopia não é a técnica adequada para miomas intramurais (dentro da parede muscular profunda) ou subserosos (na parte externa do útero), a menos que haja um componente submucoso significativo. Nesses casos, outras abordagens como a laparoscopia ou a cirurgia aberta (laparotomia) podem ser necessárias.