Totalmente intracavitário
Mioma pediculado localizado dentro da cavidade uterina, sem componente intramural relevante.
Miomas submucosos são leiomiomas que se relacionam com a cavidade uterina e podem provocar sangramento, anemia, cólicas e alterações reprodutivas. A histeroscopia permite avaliar diretamente a cavidade e, quando indicado, realizar tratamento minimamente invasivo.
O mioma uterino, ou leiomioma, é um tumor benigno formado por células musculares do útero. É chamado de submucoso quando possui relação com o endométrio e com a cavidade uterina.
Essa localização é especialmente importante porque mesmo miomas relativamente pequenos podem alterar o formato da cavidade e estar associados a sangramento uterino anormal, anemia, cólicas e, em situações selecionadas, problemas relacionados à fertilidade.
A classificação FIGO descreve a relação anatômica do mioma com o endométrio, o miométrio e a superfície externa do útero. Para os miomas que se projetam para a cavidade, os tipos 0, 1 e 2 são os mais relevantes para o planejamento histeroscópico.
Mioma pediculado localizado dentro da cavidade uterina, sem componente intramural relevante.
Parte do mioma está na cavidade e uma porção menor se estende para o miométrio.
Uma parte importante do mioma encontra-se dentro do miométrio, embora mantenha componente em contato com a cavidade.
Mioma completamente intramural que encosta no endométrio, sem componente intracavitário.
A classificação FIGO é anatômica. Para planejar uma miomectomia histeroscópica, outros fatores também podem ser relevantes, como tamanho, extensão da base, localização, penetração miometrial e relação com a parede lateral.
A investigação começa pela história clínica e pelos exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal frequentemente identifica o mioma e sugere sua relação com a cavidade uterina.
Quando é necessário definir melhor a anatomia intracavitária, podem ser utilizados exames complementares. A histeroscopia possui a vantagem de permitir visualização direta da cavidade, identificação da projeção do mioma e avaliação de outras alterações associadas.
É frequentemente o primeiro exame de imagem utilizado para avaliar útero, endométrio e miomas.
Permite observar diretamente a cavidade uterina e a porção intracavitária da lesão.
Pode ser útil em casos selecionados, sobretudo quando existem múltiplos miomas ou necessidade de mapeamento anatômico mais amplo.
A presença de um mioma submucoso não significa automaticamente que toda paciente precise de cirurgia. A decisão depende de sintomas, idade, desejo reprodutivo, características da lesão, grau de deformidade da cavidade e contexto clínico.
Quando o tratamento cirúrgico é indicado, a miomectomia histeroscópica permite remover o mioma pela via vaginal e cervical, sem incisão abdominal. O procedimento é realizado sob visão direta da cavidade uterina.
O tipo de instrumental e a estratégia dependem da classificação do mioma e de sua complexidade. Miomas FIGO 0 e alguns FIGO 1 podem ser tecnicamente mais simples, enquanto miomas com maior componente intramural podem exigir planejamento mais cuidadoso e, em algumas situações, tratamento em etapas.
A escolha do tratamento deve ser individualizada. Classificação anatômica, sintomas e desejo reprodutivo precisam ser interpretados em conjunto pelo especialista.
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