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Histeroscopia em virgens: É possível fazer?

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Resposta Rápida

Sim, é perfeitamente possível. A histeroscopia pode ser realizada em mulheres que nunca tiveram relações sexuais preservando o hímen íntegro, utilizando a técnica de vaginoscopia com histeroscópios de calibre muito fino.

Muitas pacientes e até mesmo alguns profissionais da saúde ainda têm dúvidas sobre a viabilidade da histeroscopia em mulheres virgens. O receio de ruptura himenal costuma ser o principal motivo de apreensão. No entanto, com a evolução tecnológica dos instrumentos cirúrgicos e o refinamento da técnica, este procedimento tornou-se seguro e rotineiro.

A Técnica de Vaginoscopia

O segredo para a realização da histeroscopia sem comprometer o hímen está na técnica de vaginoscopia (no touch technique) idealizada por Bettocchi. Nesta abordagem, não se utiliza o espéculo vaginal (o “bico de pato”) e nem a pinça de tração do colo uterino.

O procedimento inicia-se com a introdução direta de um histeroscópio de fino calibre na abertura natural do hímen. A cavidade vaginal é então distendida com soro fisiológico, permitindo a visualização e a navegação suave da ótica até o colo do útero, e posteriormente, para dentro da cavidade uterina.

Ilustração da técnica de vaginoscopia utilizando histeroscópio de fino calibre.

Equipamentos Especiais

Para garantir a preservação do hímen, utilizamos endoscópios miniaturizados. Enquanto os histeroscópios tradicionais têm calibres maiores, os instrumentos utilizados nesta técnica específica possuem diâmetros que variam de 2.9 mm a 4 mm.

Como a abertura natural do hímen geralmente mede mais que 5 mm mesmo em mulheres jovens, o endoscópio de fino calibre passa com folga e segurança, sem causar lacerações ou desconforto significativo.


Indicações comuns

  • Investigação de sangramento uterino anormal em adolescentes.
  • Diagnóstico de malformações mullerianas (alterações no formato do útero).
  • Investigação de espessamento endometrial detectado na ultrassonografia.
  • Suspeita de pólipos endometriais.

Como é a Recuperação?

Por ser um procedimento minimamente invasivo, realizado muitas vezes em regime ambulatorial (sem necessidade de internação), a recuperação costuma ser rápida. A paciente pode retornar às suas atividades normais no mesmo dia. Um leve desconforto tipo cólica menstrual e um pequeno sangramento podem ocorrer e são considerados normais nas primeiras horas.

Conteúdo informativo. A avaliação individual deve ser realizada por profissional de saúde habilitado.