Pólipo Endometrial: o que é, sintomas e quando retirar
Pólipos endometriais são formações focais que se projetam para dentro da cavidade uterina. A maioria é benigna, mas a decisão entre observar, investigar ou retirar depende de sintomas, idade, menopausa, características da lesão, fatores de risco e objetivos reprodutivos.
Nem todo pólipo endometrial precisa ser retirado. Pólipos sintomáticos, sangramento após a menopausa e situações com maior preocupação histológica costumam justificar avaliação mais ativa. Quando a retirada é indicada, a polipectomia histeroscópica permite tratar a lesão sob visão direta e encaminhá-la para análise anatomopatológica.
O que é um pólipo endometrial?
É uma proliferação localizada do endométrio que forma uma projeção para o interior da cavidade uterina. Pode ser único ou múltiplo, séssil ou pediculado, e variar de poucos milímetros a alguns centímetros.
Quais sintomas podem ocorrer?
Muitas pacientes não apresentam sintomas. Quando presentes, os mais comuns são sangramento entre as menstruações, aumento ou irregularidade do fluxo menstrual e sangramento após a menopausa. Pólipos também podem ser encontrados durante investigação de infertilidade, embora a relação entre pólipo e fertilidade dependa do contexto clínico.
Pólipo endometrial é câncer?
Na maioria das vezes, não. Entretanto, alterações pré-malignas ou malignas podem estar presentes em uma pequena parcela dos casos. O risco não é igual para todas as pacientes e tende a ser mais relevante conforme idade, menopausa, presença de sangramento e outros fatores clínicos. Por isso, a conduta deve ser individualizada.
Como é feito o diagnóstico?
A ultrassonografia transvaginal frequentemente levanta a suspeita. Histerossonografia pode ajudar em situações selecionadas. A histeroscopia permite visualizar diretamente a lesão, sua implantação e o restante da cavidade uterina. Quando é necessária avaliação histológica, a amostragem dirigida sob visão histeroscópica oferece vantagem para lesões focais em relação à coleta realizada sem visualização da cavidade.
Todo pólipo precisa ser retirado?
Não. Diretrizes atuais reconhecem manejo expectante, clínico e cirúrgico conforme sintomas, risco de malignidade e preferência da paciente. A retirada é considerada com maior frequência quando há sangramento, pós-menopausa com sangramento, fatores de risco, necessidade de diagnóstico histológico ou quando o pólipo é considerado relevante no planejamento reprodutivo.
Como é feita a retirada?
A polipectomia histeroscópica é realizada sob visão direta. Dependendo do tamanho, localização, instrumentos disponíveis e tolerância da paciente, alguns pólipos podem ser tratados no ambiente ambulatorial pelo conceito see-and-treat; outros são programados para procedimento cirúrgico com sedação ou anestesia.
O que é “see-and-treat”?
É a possibilidade de diagnosticar e tratar uma alteração no mesmo atendimento. A equipe Lasmar possui ampla experiência em histeroscopia ambulatorial, mas a possibilidade de tratamento imediato depende das características do pólipo, das condições clínicas, do instrumental e do conforto da paciente.
Pólipo e fertilidade
Pólipos podem interferir no ambiente da cavidade e na receptividade endometrial em algumas situações, mas sua presença não deve ser simplificada por analogias imprecisas; a repercussão reprodutiva depende do contexto clínico. A decisão de retirar um pólipo em pacientes que desejam engravidar considera tamanho, localização, sintomas, tratamento de reprodução assistida planejado e demais fatores de infertilidade.
Referências científicas
Bougie O, et al. Guideline No. 447: Diagnosis and Management of Endometrial Polyps. J Obstet Gynaecol Can. 2024.
Joint Society Practice Guideline on visually directed hysteroscopic biopsy in abnormal and postmenopausal bleeding. 2026.
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