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SEGURANÇA DO PROCEDIMENTO

Quais são os riscos da histeroscopia?

A histeroscopia é um procedimento amplamente utilizado para diagnóstico e tratamento da cavidade uterina. Como todo procedimento médico, porém, não é isenta de riscos. A frequência e o tipo de complicação variam conforme a histeroscopia seja diagnóstica, ambulatorial ou cirúrgica e conforme o procedimento realizado.

RESPOSTA RÁPIDA

A histeroscopia é segura?

Sim. A histeroscopia diagnóstica e ambulatorial é considerada um procedimento seguro quando realizada com indicação adequada e técnica apropriada. Complicações importantes são incomuns, mas podem ocorrer.

Entre os possíveis eventos estão dor ou cólica, mal-estar ou sensação de desmaio, sangramento, infecção e, raramente, perfuração uterina. Nas histeroscopias cirúrgicas, também devem ser considerados os riscos relacionados ao uso de energia, ao meio de distensão e à anestesia quando utilizada.

Quais são os principais riscos?

01

Dor ou cólica

Durante a histeroscopia ambulatorial pode ocorrer cólica semelhante à menstrual. A intensidade varia de paciente para paciente e a técnica empregada influencia diretamente o conforto.

02

Mal-estar ou sensação de desmaio

Algumas pacientes podem apresentar náusea, sudorese, tontura ou resposta vagal durante o procedimento. A equipe deve reconhecer esses sintomas e interromper ou adaptar o exame quando necessário.

03

Sangramento

Pequeno sangramento pode ocorrer após biópsias ou tratamentos. Sangramento mais intenso é menos comum e deve ser avaliado pela equipe assistente.

04

Infecção

Infecção após histeroscopia é incomum. Febre, dor progressiva ou corrimento com odor desagradável após o procedimento justificam contato com a equipe médica.

05

Perfuração uterina

É a formação de uma comunicação através da parede do útero. É rara na histeroscopia diagnóstica e pode ocorrer com maior frequência em procedimentos operatórios ou situações tecnicamente mais complexas.

06

Complicações relacionadas à distensão

Nas cirurgias histeroscópicas, o controle do líquido utilizado para distender a cavidade uterina é parte essencial da segurança, especialmente em procedimentos mais longos.

O risco é o mesmo na histeroscopia diagnóstica e na cirúrgica?

Não. Uma histeroscopia diagnóstica simples, realizada com instrumentos de pequeno calibre, possui perfil de risco diferente de uma cirurgia histeroscópica para retirada de miomas, pólipos maiores, sinéquias ou outras alterações.

À medida que aumenta a complexidade do procedimento, passam a ser relevantes fatores como tempo cirúrgico, necessidade de dilatação cervical, tipo de energia, quantidade de meio de distensão e anestesia.

CIRÚRGICA

Procedimentos operatórios

Além dos riscos gerais, devem ser considerados sangramento, perfuração, complicações relacionadas ao meio de distensão, energia e anestesia.

Entenda a histeroscopia cirúrgica →

Como reduzimos os riscos?

Indicação adequadaEscolher corretamente quando e como realizar o procedimento é o primeiro passo para segurança.
Conhecimento anatômicoA progressão cuidadosa pelo canal cervical e pela cavidade reduz trauma e manobras desnecessárias.
Instrumentos apropriadosHisteroscópios de pequeno calibre e instrumental adequado ao procedimento podem reduzir dificuldades técnicas.
Controle do meio de distensãoNas cirurgias, entrada e saída de líquidos devem ser monitoradas durante o procedimento.
Seleção do ambienteNem todo tratamento deve ser feito no consultório; procedimentos complexos podem ser mais adequados ao centro cirúrgico.
Comunicação com a pacienteNa histeroscopia ambulatorial, a paciente deve informar o que está sentindo e o procedimento pode ser interrompido quando necessário.

Quando procurar a equipe após o procedimento?

Pequena cólica e discreto sangramento podem ocorrer. Entre em contato com a equipe ou procure avaliação se houver:

  • sangramento vaginal intenso ou progressivo;
  • dor forte ou que aumenta em vez de melhorar;
  • febre;
  • corrimento com odor desagradável;
  • desmaio, tontura intensa ou mal-estar importante.

Perguntas frequentes

A perfuração uterina é comum?

Não. Na histeroscopia diagnóstica é rara. O risco pode ser maior em procedimentos operatórios ou tecnicamente mais complexos.

É possível interromper a histeroscopia ambulatorial?

Sim. A paciente pode comunicar desconforto e pedir que o exame seja interrompido.

Infecção é frequente?

Não. Infecção após histeroscopia é incomum, mas sintomas como febre, dor importante ou corrimento com odor desagradável devem ser avaliados.

A sedação elimina os riscos?

Não. Sedação ou anestesia pode melhorar o conforto em procedimentos selecionados, mas possui riscos próprios e não elimina os riscos inerentes à cirurgia.

LASMAR HISTEROSCOPIA

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Conteúdo educativo. As informações desta página não substituem avaliação médica individual.
REVISÃO MÉDICA

Conteúdo revisado pela equipe Lasmar Histeroscopia

Prof. Dr. Ricardo Bassil LasmarCRM-RJ 52.32249-2 Prof. Dr. Bernardo Portugal LasmarCRM-RJ 52.84806-9 · RQE 42690 · RQE 49534

Última revisão/atualização desta página: 19/08/2026. Conteúdo educativo; não substitui avaliação médica individual.

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