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A principal diferença está no objetivo. A histeroscopia diagnóstica é usada apenas para visualizar o interior do útero e investigar problemas, utilizando equipamentos mais finos e geralmente sem anestesia. Já a cirúrgica é realizada para tratar problemas encontrados (como remoção de pólipos ou miomas), exigindo instrumentos de maior calibre e, consequentemente, anestesia regional ou geral em ambiente hospitalar. Atualmente, preferimos a diferenciação entre Histeroscopia Ambulatorial (Realizada sem anestesia – no consultório) e Histeroscopia Hospitalar (com anestesia). Isso porque na histeroscopia ambulatorial podemos realizar cirurgias, mesmo sem anestesia. Na nossa experiencia, até 60% das lesões podem ser tratadas no mesmo momento do exame diagnóstico, see and treat.

Instrumentos de histeroscopia

Embora ambas as modalidades utilizem um equipamento chamado histeroscópio (um tubo longo e fino com uma câmera e luz na ponta) inserido através da vagina e do colo do útero, as indicações, o ambiente em que são realizadas e o preparo da paciente diferem significativamente.

Compreender essas diferenças é fundamental para que a paciente saiba exatamente o que esperar no dia do procedimento. Abaixo, detalhamos os principais aspectos que separam a modalidade diagnóstica da cirúrgica.

Histeroscopia Diagnóstica

Procedimento investigativo ambulatorial para identificação de patologias uterinas.

  • Objetivo: Apenas visualizar e diagnosticar. É possível tratar 60% das lesões no momento do diagnóstico.
  • Equipamento: Fino (geralmente 3 a 5 mm de diâmetro).
  • Anestesia: Na maioria dos casos, sem necessidade, ou apenas anestesia local.
  • Ambiente: Consultório médico ou clínica (ambulatorial).
  • Recuperação: Imediata.

Histeroscopia Cirúrgica

Procedimento terapêutico para remoção ou correção de patologias previamente diagnosticadas.

  • Objetivo: Tratar, intervir, remover lesões maiores(ex: pólipos, miomas, sinéquias).
  • Equipamento: Mais calibroso (geralmente 8 a 10 mm) para permitir a passagem de instrumentos cirúrgicos.
  • Anestesia: Requer anestesia regional (raquidiana/peridural) ou geral.
  • Ambiente: Centro cirúrgico em ambiente hospitalar.
  • Recuperação: Exige algumas horas de repouso no hospital.

Qual delas eu vou fazer?

O caminho mais comum é iniciar com exames de imagem (como ultrassom transvaginal) seguidos, se necessário, de uma histeroscopia diagnóstica. Caso a diagnóstica confirme a presença de uma alteração que requeira remoção (como um pólipo grande ou um mioma submucoso), o médico agendará, em um segundo momento, a histeroscopia cirúrgica. Em alguns casos específicos de lesões muito pequenas, o médico pode optar por um procedimento “see and treat” (ver e tratar) no próprio ambulatório, utilizando instrumentos miniaturizados, mas isso depende da avaliação clínica.


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REVISÃO MÉDICA

Conteúdo revisado pela equipe Lasmar Histeroscopia

Última atualização: 18/08/2026. Conteúdo educativo; não substitui avaliação médica individual.

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