Por que a infecção é uma contraindicação absoluta?
A cavidade uterina é um ambiente normalmente estéril. O colo do útero funciona como uma barreira natural que impede a ascensão de micro-organismos presentes na flora vaginal. Durante a histeroscopia, a ótica (câmera) e os fluidos de distensão passam pelo canal vaginal e atravessam o colo uterino para acessar a cavidade.
Se houver uma infecção ativa, o próprio procedimento mecânico e o fluxo do líquido utilizado para expandir o útero podem “empurrar” agentes patógenos para áreas mais altas do trato reprodutivo.
Risco de Complicações
A principal preocupação é o desenvolvimento de uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ou endometrite severa. Estas condições não apenas causam dor intensa e necessitam de antibioticoterapia prolongada, mas também podem resultar em aderências pélvicas e comprometer a fertilidade futura.
O que fazer se você tiver sintomas?
Informe seu médico imediatamente: Se você notar corrimento com odor, coloração diferente (amarelado, esverdeado), coceira intensa ou dor pélvica antes do agendamento.
Realize o tratamento prévio: O protocolo padrão exige que a infecção seja tratada e completamente resolvida com antibióticos ou antifúngicos adequados antes de reagendar o procedimento.
Exames de rastreio: Em muitos casos clínicos, o especialista pode solicitar exames de secreção vaginal preventivos antes de confirmar a data da histeroscopia.