Adenomiose: sintomas, diagnóstico e papel da histeroscopia
A adenomiose é uma doença do miométrio, a camada muscular do útero. Pode estar associada a sangramento menstrual aumentado, cólicas, dor pélvica e infertilidade, mas também pode ser assintomática. Ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética são os principais métodos de imagem; a histeroscopia tem papel complementar quando é necessário avaliar a cavidade uterina.
Adenomiose não é uma doença da cavidade uterina e, por isso, a histeroscopia não é o exame principal para diagnosticá-la. Ela pode ser útil quando há sangramento, infertilidade ou suspeita de alterações intracavitárias associadas, permitindo visualizar diretamente o endométrio e tratar lesões coexistentes quando indicado.
O que é adenomiose?
Na adenomiose, tecido endometrial semelhante ao que reveste a cavidade uterina está presente no miométrio. A doença pode ser difusa ou focal e sua repercussão clínica varia bastante. O diagnóstico atual é predominantemente clínico e por imagem, sem necessidade de cirurgia para confirmação na maioria das pacientes.
Quais sintomas podem ocorrer?
- menstruação intensa ou prolongada;
- cólicas menstruais importantes;
- dor pélvica crônica ou dor nas relações em algumas pacientes;
- anemia secundária ao sangramento;
- dificuldade reprodutiva em situações selecionadas.
Esses sintomas não são exclusivos da adenomiose. Miomas, pólipos, endometriose e outras condições podem coexistir e precisam ser consideradas.
Como é feito o diagnóstico?
A ultrassonografia transvaginal é frequentemente o exame inicial. Quando realizada por profissional experiente, pode identificar sinais sugestivos no miométrio. A ressonância magnética é útil em casos selecionados, principalmente quando é necessário caracterizar melhor a extensão da doença, diferenciar adenomiose de outras alterações ou planejar tratamento.
Qual é o papel da histeroscopia?
A histeroscopia examina a cavidade uterina e não todo o miométrio. Portanto, não substitui ultrassonografia ou ressonância para diagnosticar adenomiose. Seu valor está em investigar causas intracavitárias de sangramento ou infertilidade que podem coexistir, como pólipos, miomas submucosos, alterações endometriais e sinéquias. Em alguns casos podem existir sinais histeroscópicos indiretos, mas isoladamente eles não confirmam a doença.
Adenomiose e sangramento uterino
Quando uma paciente com suspeita ou diagnóstico de adenomiose apresenta sangramento uterino anormal, a investigação deve considerar idade, padrão de sangramento, fatores de risco e achados de imagem. A avaliação da cavidade pode ser necessária quando existe suspeita de lesão focal ou quando a investigação endometrial é indicada.
Adenomiose e fertilidade
A relação entre adenomiose e fertilidade é complexa. O planejamento deve considerar idade, reserva ovariana, extensão da doença, sintomas, outras causas de infertilidade e estratégia reprodutiva. A histeroscopia pode integrar a investigação quando há indicação de estudar a cavidade uterina, mas não deve ser solicitada automaticamente apenas pelo diagnóstico de adenomiose.
Como é definido o tratamento?
O tratamento é individualizado conforme sintomas, intensidade do sangramento e da dor, desejo reprodutivo, idade e extensão da doença. Existem opções clínicas, hormonais, intervencionistas e cirúrgicas. A melhor escolha depende do objetivo da paciente e da avaliação médica individual.
Referência científica
Dason S, et al. Guideline No. 437: Diagnosis and Management of Adenomyosis. Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada. 2023.
Precisa avaliar a cavidade uterina?
Para informações sobre consulta e agendamento de histeroscopia no Rio de Janeiro, fale com a equipe Lasmar Histeroscopia.
Agende uma consulta/exame