A histeroscopia é feita com contraste?
Não. A histeroscopia não utiliza contraste radiológico (como aqueles usados em tomografias ou ressonâncias). O procedimento utiliza soro fisiológico ou gás carbônico (CO2) para distender a cavidade uterina.
A confusão sobre o uso de contraste é comum, muitas vezes misturando a histeroscopia com outro exame chamado histerossalpingografia, este sim, utiliza um contraste radiológico opaco ao raio-X para avaliar as trompas e a cavidade uterina.
Por que a histeroscopia precisa de distensão?
O útero é um órgão muscular com uma cavidade virtual. Isso significa que, em seu estado natural de repouso, as paredes anterior e posterior do útero estão encostadas uma na outra. Para que o médico consiga inserir o histeroscópio (uma câmera fina) e visualizar o interior do órgão, é necessário “afastar” essas paredes.
Meios de Distensão Utilizados:
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Soro Fisiológico (Solução Salina): É o meio mais utilizado atualmente, tanto para histeroscopia diagnóstica quanto cirúrgica. É seguro, tem baixo custo e permite uma excelente visualização através da lavagem contínua da cavidade (removendo muco ou pequenos sangramentos).
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Gás Carbônico (CO2): Usado principalmente na histeroscopia diagnóstica. Permite uma visão nítida, mas não pode ser usado caso haja sangramento, pois o sangue não se mistura com o gás, atrapalhando a visão.
Histerossalpingografia x Histeroscopia
Para deixar claro: se você foi orientada a fazer um exame com contraste para avaliar as trompas, provavelmente você fará uma histerossalpingografia. Se o objetivo é visualizar diretamente o interior do útero (para investigar pólipos, miomas, sangramentos), o exame é a histeroscopia (com soro ou gás).
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