Início Histeroscopia Doenças e Tratamentos Para Pacientes Para Médicos Cursos Quem Somos Dúvidas Frequentes Contato @lasmarhisteroscopia Agende sua histeroscopia com um especialista
DOENÇAS DA CAVIDADE UTERINA

Endometrite crônica

A endometrite crônica é uma inflamação persistente e geralmente de baixo grau do endométrio. Pode ser assintomática ou causar manifestações discretas e tem importância especial na investigação de infertilidade, falhas de implantação e perdas gestacionais recorrentes. A avaliação combina a visão histeroscópica com a biópsia endometrial e, quando indicada, imunohistoquímica para pesquisa de plasmócitos CD138 positivos.

RESPOSTA RÁPIDA

O que é endometrite crônica?

É um processo inflamatório persistente do endométrio, tecido que reveste internamente a cavidade uterina. Diferentemente de quadros agudos, pode evoluir de forma pouco sintomática ou até assintomática.

O diagnóstico não deve ser baseado apenas em um achado isolado. História clínica, avaliação da cavidade, histologia e, quando indicada, pesquisa de plasmócitos no endométrio são considerados em conjunto.

Quais sintomas podem ocorrer?

Sem sintomasUma parcela das pacientes pode não apresentar manifestação clínica específica.
Sangramento uterino anormalEscape ou alteração do padrão menstrual pode fazer parte da investigação.
Desconforto pélvicoAlgumas pacientes podem apresentar sintomas pélvicos inespecíficos.
Alterações reprodutivasEm determinados cenários, a investigação pode ser considerada em infertilidade ou perdas gestacionais recorrentes.

Qual é o papel da histeroscopia?

A histeroscopia permite observar diretamente o endométrio e pode identificar alterações que levantam suspeita de inflamação crônica. Entre os achados descritos estão micropólipos, edema do estroma, hiperemia e áreas com aspecto de “morango”.

Esses sinais podem aumentar a suspeita clínica, mas a aparência histeroscópica isoladamente não deve ser interpretada como confirmação definitiva. Quando necessário, a histeroscopia também permite realizar biópsia endometrial dirigida.

Vantagem da visão direta

Além de avaliar sinais inflamatórios, a histeroscopia permite examinar toda a cavidade e identificar alterações associadas, como pólipos, miomas submucosos, sinéquias ou outras lesões intracavitárias.

Diagnóstico: visão histeroscópica, biópsia e imunohistoquímica

O diagnóstico é mais consistente quando diferentes informações são analisadas em conjunto. A histeroscopia é particularmente útil porque permite examinar diretamente toda a superfície endometrial e escolher áreas suspeitas para biópsia.

1

Visão pela histeroscopia

Os principais achados descritos são micropólipos, hiperemia focal ou difusa, edema estromal, pontos hemorrágicos e o aspecto em morango. Esses sinais aumentam a suspeita, mas a visão isolada não confirma todos os casos.

2

Biópsia endometrial

A amostra do endométrio é examinada pelo patologista em busca de alterações inflamatórias e, principalmente, de plasmócitos no estroma endometrial. A biópsia pode ser dirigida pela histeroscopia quando existem áreas suspeitas.

3

Imunohistoquímica — CD138

A imunohistoquímica para CD138 (syndecan-1) facilita a identificação dos plasmócitos e aumenta a precisão da avaliação histológica. O número de plasmócitos utilizado como ponto de corte não é completamente uniforme na literatura e deve ser interpretado junto ao quadro clínico e histeroscópico.

Ponto importante: uma histeroscopia aparentemente normal não exclui completamente endometrite crônica. Da mesma forma, hiperemia ou edema isolados não devem ser considerados diagnóstico definitivo sem correlação histológica.

Tratamento com antibióticos

Quando a endometrite crônica é confirmada e existe indicação clínica para tratamento, a abordagem é feita com antibióticos. Um dos esquemas mais utilizados na literatura é a doxiciclina por 14 dias, embora o tratamento deva ser individualizado de acordo com história clínica, alergias, microbiologia quando disponível e protocolo do serviço.

Nos casos persistentes, outros esquemas antibióticos podem ser considerados pelo médico. A automedicação não é recomendada, pois o diagnóstico e a escolha do antibiótico precisam ser individualizados.

CONTROLE APÓS O TRATAMENTO

Reavaliação aproximadamente 60 dias depois

Na prática da equipe Lasmar Histeroscopia, especialmente quando a confirmação da resolução é relevante para o planejamento reprodutivo, recomendamos considerar nova histeroscopia cerca de 60 dias após o tratamento. A reavaliação permite observar novamente o aspecto endometrial e, quando indicado, repetir a biópsia e a pesquisa imunohistoquímica para CD138.

A necessidade dessa segunda avaliação deve ser individualizada. A literatura utiliza diferentes estratégias de controle após antibióticos e não existe um intervalo universal de 60 dias estabelecido para todas as pacientes.

Qual a relação com infertilidade?

A endometrite crônica é encontrada com maior frequência em alguns grupos de pacientes com infertilidade e tem sido estudada especialmente em mulheres com falhas repetidas de implantação e perdas gestacionais recorrentes. A inflamação persistente pode interferir no microambiente endometrial e na receptividade necessária à implantação embrionária.

Entretanto, os estudos ainda utilizam critérios diagnósticos diferentes e nem toda paciente infértil deve receber automaticamente esse diagnóstico. A interpretação deve integrar história reprodutiva, histeroscopia, biópsia e imunohistoquímica.

Perguntas frequentes

Endometrite crônica é a mesma coisa que endometriose?

Não. Endometrite é inflamação do endométrio, dentro da cavidade uterina. Endometriose é uma doença diferente, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina.

A ultrassonografia diagnostica endometrite crônica?

A ultrassonografia pode contribuir para a avaliação uterina, mas não é suficiente, isoladamente, para confirmar endometrite crônica.

A histeroscopia confirma o diagnóstico?

A histeroscopia pode revelar achados sugestivos e permitir biópsia dirigida. A confirmação deve integrar os achados clínicos e histológicos.

Quem tem endometrite crônica sempre precisa de antibiótico?

A indicação deve ser individualizada e baseada na confirmação diagnóstica e no contexto clínico. O tratamento não deve ser iniciado apenas pela presença de um achado visual inespecífico.

LASMAR HISTEROSCOPIA

Precisa investigar uma alteração da cavidade uterina?

Fale com nossa equipe para informações sobre avaliação e histeroscopia.

Falar com nossa equipe
Conteúdo educativo. As informações desta página não substituem avaliação médica individual.